Sobre yestrinta

Born to be Bold.

Crise dos 30??

fashionable-woman-thinkingComo sempre fui precoce, a famosa “crise dos 30″ pra mim chegou aos 28, quatro anos atrás quando dei uma reviravolta profissional, saí do meu trabalho de repórter e jornalista (que tanto amo mas precisava dar um tempo) e fui de cabeça pro mundo da moda. Nestes 4 anos aprofundei conhecimento, aprendi muito e conheci muita gente bacana e outras nem tanto que me inspiraram a ser e a não ser como elas. Hoje aos 32 continuo não sabendo exatamente o que eu quero, mas o que eu não quero eu sei perfeitamente, e acredito ser isto o mais importante, afinal, por eliminação vamos chegando ao que realmente nos faz felizes.
angry-woman- Trabalho que não me faz feliz de alma:
Só dinheiro/status não fazem uma alma feliz. Preciso sentir o coração vibrar por uma causa.

- Amizades fúteis e vazias:
Aqueles amigos sem papo profundo, que não sabem nem o nome dos seus pais e não se importam com você de verdade e competem com você em tudo. Tô fora.

- Baladas até o sol nascer:
Prefiro ver o sol nascer na praia com uma garrafa de vinho e ótima companhia. Obrigada.

- Ressacas:
É pra quem não sabe beber – vulgo – vinte e poucos anos.

- Relacionamentos superficiai
s:
Quem ainda perde tempo com isso depois dos 30? Já provamos que podemos conquistar o que quisermos aos 20, agora é hora de qualidade minha gente!

- Fofocas:
Estamos tão ocupadas com contas pra pagar, trabalho e casa, que quem tem tempo pra fofoca eu desconfio que já seja doença de caráter mesmo.

- Medos bobos:
Deixemos o medo somente para o que é realmente perigoso, no mais, nos joguemos de cabeça na vida, afinal, agora somos ainda mais mulheres.

- Gente chata:
Somos cercados deles sempre, mas depois dos 30, tenho cada vez menos dó (e paciência) e de livrar com a sutileza de excluir e deletar, na vida virtual e real.

- Reclamações:
Reclamar é diferente de questionar, o primeiro paralisa, o segundo move. Fico com o segundo. Vale pra nós mesmos e pra outrem (do tópico anterior).

- Sonhos medíocres.
Ok, cada um com o que te faz feliz, mas porque ter sonhos pequenos se eu posso conhecer o mundo e cada cultura e poder transformar a vida do maior número de pessoas em mais poética?

E vocês, tem  mais algum NÃO QUERO pra inserir ao meu TOP 10 que já estão aplicando na vida?
Quero saber também! Deixa aqui nos comments e vamos praticar!
bjs

Serendipity

“As coisas não tem um tempo previamente estabelecido pra acontecer. Não temos controle de nada, tudo é relativo”. Por Raphaella Avena.
Há alguns anos, nunca imaginei que poderia dizer esta frase acima, sempre gostei de planejar tudo e colocar prazos, datas, limites pra conseguir os meus objetivos. Foi assim a vida toda: Até os 21 estaria formada (done), até os 23 pós graduada (done), até os 25 realizada (até que estava um pouco), e até os 28 estabilizada, bem sucedida e achando minha alma gêmea (e foi aí que mudei bruscamente de área de trabalho – de jornalismo pra moda – terminei um relacionamento que estava certo de dar em casamento, pensei mais concretamente em talvez morar fora e troquei todos os certos pelo duvidoso com alegria.

Eu digo que minha “crise dos 30″ começou aos 28, que foi quando percebi que nem tudo que planejamos a vida toda necessariamente temos controle sobre, até porque nós mesmos mudamos de ideia, e que ótimo que isto acontece. Foi o que aconteceu comigo, mudei de ideia várias vezes até hoje, muita gente chama imaturidade, eu chamo maturidade, pois como já disse aqui num texto anterior, tão importante quanto sabermos o que queremos é sabermos o que não queremos.

Quando fiz 30 este conceito todo amadureceu ainda mais, a ansiedade pelos prazos dão lugar a uma certeza de que nem tudo tem prazo estabelecido, nem tudo é uma planilha de excel, as variáveis da vida são muito mais surpreendentes do que planejamos.
Dou o exemplo da minha profissão, Comunicação. Me formei em Comunicação aos 20 anos e mesmo hoje aos 30 trabalhando com Moda, digo que a minha profissão ainda é Comunicação pois uso a Moda pra me comunicar com o mundo e não pra seguir algo pré-estabelecido.
Então, a Comunicação é uma área ampla que te impossibilita planejar prazos e metas com a exatidão de uma Engenharia por exemplo. Na minha área você pode ser instável profissionalmente até os 30 pulando de freela em freela e de repente ter uma ideia mirabolante e ficar milionário, sim é super possível e existem vários exemplos de publicitários, vloggers, bloggers, produtores de conteúdo, redatores, cineastas e profissionais de comunicação que passaram por isto, portanto se preocupe menos com prazos e mais com qualidade de projetos.
Mais uma área que não sei porque muita gente teima em planejar é a amorosa, eu mesma como disse acima achei que aos 28 já teria encontrado minha alma gêmea pra casar e aos 30 estaria com filhinhos. Tenho algumas amigas que concretizaram isto e que hoje aos 30 estão divorciadas daquela sua alma gêmea, outras que namoraram 8 anos o cara e quando casaram durou menos de 10 meses. E conheço muitos casos felizes de quem conheceu-namorou-noivou-casou em 1 ano e estão juntos até hoje. Então cadê planejamento?

O amor é algo que não planejamos, ele acontece, muitas vezes acontece quando menos esperamos, quando viramos a curva pra fazermos o que sempre fazemos todos os dias e de repente nossa vida muda, sentimos um frio na barriga, perdemos o lado racional e porque?
Porque não é a razão que nos faz encontrarmos o amor, não é matemática de data e hora marcada, é Serendipity, palavra em inglês que pra mim define perfeitamente este momento. E o tempo do amor não é guiado por números, não obedece calendário, é guiado por sentimento, emoção e vontade de estar junto com esta pessoa que desperta o nosso melhor lado e nos faz a melhor versão de nós mesmos.

Pra felicidade não existe hora marcada, jogue seu calendário fora e não se cobre ter 30 e não ter o emprego dos sonhos ou o amor que sempre quis. De repente quando menos esperamos em uma curva do dia a dia, SERENDIPITY, e nossa vida inteira se realiza. :)

PS: Recomendo o filme de mesmo nome “Serendipity” maravilhoso.

Amizade após os 30

Se você está na faixa dos 30 e começou a perceber que anda sem paciência com certos “amigos” e se tornando mais reservada e exigente com amizades (e com tudo) não há nada de errado com você, na verdade é este o caminho natural. Tudo na nossa vida é questão de prioridades. Quando somos adolescentes temos a necessidade de sermos aceitos por um grupo que consideramos bacana pertencer, achamos o máximo andar em grupinho, panelinha, dá um status quo e um ar de proteção, pois nossa vida se resume à escola, que é um grande grupo heterogêneo que nos obriga a nos encaixarmos por sobrevivência, quem não tem grupo é excluído e ser excluído na adolescência é uma morte. Chegamos aos 20 e queremos ser populares, “Olha como sou querido” “Olha como tenho amigos” “Olha como sou legal”, este é o mantra dos 20, uma época de auto-afirmação, quanto mais amigos no face, mais legal eu sou, quanto mais gente na minha agenda de telefone, mais querida eu sou, e por aí vai a insegurança dos 20 e poucos.
Alcançando os 30 estamos mais seguras, mais nós mesmas e passamos a ver que não precisamos de tanta gente assim pra nos sentirmos bem e sermos queridas, que pelo contrário, quantidade não quer dizer nada. Passamos a valorizar poucos e bons amigos e ficamos mais reservados. E isto vale para os relacionamentos amorosos, passamos a não vermos graça em quantidade e vemos que o que tem valor é a qualidade da pessoa que escolhemos pra estar ao nosso lado.
Passamos a enxergar que a segurança não está em um grupinho e sim dentro da gente, os 20 e poucos anos acha que pertencer a uma panelinha é o que os faz feliz, nos 30 e poucos anos vemos que pertencermos a nós mesmos e aos nossos objetivos de vida é o que nos faz feliz.Eu confesso que me afastei de muita gente que enxerguei que não acrescenta nada à minha vida, passei a priorizar meus momentos sozinha, lendo, escrevendo, em contato comigo mesma, e passei a ouvir mais meus amigos antigos, aqueles de mais de 10 anos de amizade que nunca sumiram e que já provaram mil vezes que estão do nosso lado não importa o que façamos. Estes amigos existem e são poucos, pouquíssimos e você vai reconhecê-los longe de uma mesa de bar ou da balada do momento, pra um amigo de verdade basta um café quente ou uma tarde de conversa com ouvidos generosos. É na simplicidade e longe dos holofotes que está a verdadeira amizade e os verdadeiros sentimentos.

E vcs, perceberam a mesma exigência ao chegar aos 30?

Sair ou não sair, eis a questão!

A urgência por viver na night, balada, fervo e demais nomenclaturas dadas à arte de sair de casa à noite para beber/paquerar/dançar etc, não é mais prioridade da maioria das mulheres de 30. Falo isto por mim e pelas amigas mais próximas que repetem o mesmo mantra quando chega sexta-feira: “Ah amiga, quero fazer algo light, no máximo ir a um barzinho bater papo, beber um drink e voltar pra casa cedo”. Eu amo ficar em casa vendo filmes no fim de semana, e sim, embora eu seja DJ algumas noites por mês, balada não é meu programa preferido, por isto faço questão de não tocar todo fim de semana e reservo a maioria das minhas noites para mim mesma e para me dedicar ao cinema e leituras.
Acho que quando chegamos aos 30 temos a certeza de que não vamos encontrar nossa alma gêmea na balada (ok, sei que há exceções e já conheci gente legal na night), mas a regra não é essa, ou pelo menos já não procuramos mais que seja. Já não temos esta referência de achar que aproveitar a vida é encher a cara de vodka, beijar o mais gato da festa e chegar em casa com o sol nascendo e o rímel até o queixo. Nossos valores amadurecem, e aproveitar a vida pra gente é dormir bem, estar cercada de amigos de verdade e vermos o sol nascer após uma noite gostosa de conchinha ou espalhada na cama sozinhas e felizes.Urgência. Taí uma palavra que define bem os 20 anos, nos vinte temos urgência pra tudo, tudo é pra ontem, queremos agora e já e parece que o mundo vai acabar se não conseguimos o que queremos logo. Nos trinta, esta urgência dá lugar à paz de espírito, ao saber que tudo tem seu tempo certo de acontecer e que bom que seja assim, pois quando chegar estamos cada vez mais bem preparadas. Sabemos dar valor aos momentos sozinhas e passamos a querer mais e mais estes momentos com nós mesmas. Não que não gostemos de uma baladinha de vez em quando, mas o objetivo é outro, não é por urgência, nem pra encontrar nosso par perfeito, é pelo simples fato de tirarmos uma noite pra dançar, ouvir música, dar risada. Acho que por isso vejo muitas mulheres de 30 curtindo baladas GLS, por saberem que não vão ser importunadas pelos urgentes de 20 que querem beijar na boca acima de tudo.
Eu por exemplo hoje prefiro mil vezes sair pruma balada gay do que pruma balada hétero, e nada tem a ver com opção sexual, é por achar muito mais tranquilo e divertido, mas isto é pra outro post. :)
E vcs, o que gostam de fazer num sábado à noite?

Bases pra mulheres de 30

Confesso que ainda não sofro com rugas, talvez por conta da minha pele oleosa, pelo menos é o que a minha dermato diz quando eu reclamo de espinhas até hoje, “Rapha não reclama da sua pele oleosa, ela te protege das rugas”. Enfim, agradeço mas a parte chata da pele oleosa (quem também tem vai concordar comigo) são os danados poros abertos, e pra isso da-lhe dermocosméticos, limpeza de pele, ácidos e tudo que promete diminuir os danados. Confesso que faço de tudo, até laser. E o que olho primeiro numa base é exatamente a promessa de diminuir os benditos poros.
1) Normaderm Teint – VICHY: Já uso a linha Normaderm de Dermocosméticos completa e estava super curiosa pra usar a linha Dermablend, fui à farmácia especializada pra comprar e chegando lá o atendente me disse que saiu de linha no Brasil por falta de mercado (oi?) Então tinha esta base da linha Normaderm que ele mesmo disse que a cobertura não é tão boa quanto a Dermablend. Bom, quis experimentar pois já uso a linha de hidratação então trouxe pra casa. Estou gostando, realmente a cobertura é bem flúida, mas é bacana pro dia a dia, a pele fica zero oleosa e hidratada. Mas não espere grandes coberturas.

2) Instant Age Rewind – Maybelline: Comprei pela embalagem, confesso. Adoro uma novidade, e claro o chamariz do Instant Age Rewind tb é grande mesmo pra quem não tem rugas ainda como eu, (nada como uma prevenção né?).
Se você busca cobertura mais potente, mais uma vez não é com esta base, ela também é bem flúida e eu uso ela meio como primer após hidratante pq ela deixa a pele super lisinha, aplico no rosto todo massageando bem e depois uso a minha base normal.

3) Anti Blemish Solutions – Clinique: A minha preferida da vida (até hoje), comprei ela por causa da minha pele oleosa e pensando nos poros e ela realmente cumpre o que promete. A pele passa o dia perfeita, zero óleo e cobertura fantástica! Não sai do meu necessaire nunca mais.
!)1) HD – Make Up Forever: A queridinha de muitas celebrities internacionais, entre elas Katy Perry que pra mim tem uma das peles (maquiadas) mais perfeitas do showbizz. Por aqui vende na Sephora de SP, experimentarei na minha próxima viagem à paulicéia.

2) Repairwear Laser Focus – Clinique: Como sou apaixonada pela Anti-blemish, acredito que a Laser Focus deva ser muito boa também, mas vou deixar pra experimentá-la quando começarem a aparecer ruguinhas.

Gostaram das dicas meninas? Já usaram alguma dessas ou mais de uma? Quais gostam mais?
Quais vocês acrescentariam à lista de bases maravilhosas pra depois dos 30? Deixem sua listinha aqui nos comments <3

O que é preciso saber

Um passado que nos trouxe até quem somos, com 30 já sabemos um pouco mais de quem somos e do que queremos, ou pelo menos do que não queremos. E saber o que não se quer já é um grande passo pra chegar no que se quer.
É a grande técnica da eliminação, claro que o caminho de saber o que queremos é bem mais direto e rápido – e talvez – eficiente, mas,  eliminar o que não queremos pode ser um caminho ainda mais enriquecedor. É como quando sabemos o caminho da casa de um  amigo, vamos direto, pegamos o percurso mais curto e nem prestamos atenção no caminho, chegamos sem pestanejar. Quando não sabemos o caminho da casa do nosso amigo (esqueçam os tempos de GPS por favor rs), pegamos as ruas que achamos que nos levarão lá e vamos prestando atenção em todos os detalhes, nomes das alamedas, números, pontos de referência, tudo vira de grande importância para chegarmos no destino, muitas vezes pegamos até o caminho mas longo, erramos a entrada e damos o retorno, viramos esquerdas e direitas perdidas, mas chegamos lá.
Vejo muitas mulheres de trinta reclamando que ainda não sabem o que querem profissionalmente ou ainda não encontraram o homem perfeito pra elas ou não sabem se o trabalho atual as faz feliz. Eu sempre respondo, tudo que fazemos é correto, pois vai nos levar a descobrir pelo menos o que não queremos para chegarmos ao que nós queremos de verdade.

Top 5 Filmes de Amor

Sou apaixonada por filmes, uma das minhas pós-graduações foi em Roteiro pra Cinema, lembro bem que o primeiro roteiro que escrevi foi aos 9 anos, um romance em que estrelavam, eu (claro) e o Macaulay Culkin, meu primeiro amor platônico, haha. E olha, juro que o roteiro era super bem escritinho!
Sempre gostei de histórias de amor, daquelas cheias de paixões e promessas sabe? E mesmo após os 30, bons roteiros e bons diálogos me emocionam. Separei aqui meu Top 5 atemporal de filmes sobre relacionamento, sabe aqueles que já vimos mil vezes mas que temos guardado pra sempre nos inspirarem? Os meus são estes!filmes-de-amor

1) Blue Valentine: Os diálogos são perfeitos, irretocáveis. Mostra o lado massante de um casal que se deixou abater pela rotina mas que o amor ainda estava presente e por isto provoca uma reflexão super profunda sobre relacionamento/casamento. Sou apaixonada pelos diálogos deste filme e pela atuação da Michelle Williams maravilhosa que pra mim merecia o Oscar por esta atuação.
2) Closer: Mais uma vez diálogos fantásticos. O filme discute a ética nos relacionamentos e até que ponto os casais conseguem lidar com a verdade dita abertamente, é um soco no estômago em muitas cenas e por isto mesmo provoca questionamentos sobre o que é importante em um relacionamento.
3) The Notebook: Uma história de amor linda, daquelas de derramar litros de lágrimas (oi, esta sou eu romântica). Se eu tivesse um filme de amor puro, simples e lindo pra indicar seria este. Maravilhoso pra sonhar com o príncipe encantado (alô Ryan Gosling). E mais um ponto pros diálogos profundos em muitas cenas que nos emocionam.
4) PS: I Love You: Pra assistir naqueles dias que se quer soluçar e colocar pra fora todo o choro que tem preso. O filme é triste, muito triste, mas lindo, muito lindo também. Daqueles que suspiramos de vontade de encontrar um amor que transcenda a vida e o filme mostra este amor, que é a maior definição verdadeira, aquele que quer ver a gente feliz e realizada todos os dias das nossas vidas.

5) Juntos pra Sempre: Como eu adoro filmes Argentinos, são leves, fofos, com atores excelentes e diálogos primorosos. Assisti no cinema semana passada e fiquei apaixonada pela identificação que ele provoca com os personagens e seus conflitos bem reais. É leve, engraçado e ao mesmo tempo profundo.

E vocês, já assistiram algum destes, ou todos esses? Qual amaram mais?
E me contem também o TOP 5 de vcs pra acrescentarmos na nossa listinha. ;)

De repente 30 :)

Com muito prazer venho apresentar pra vocês o Yes! 30, que surgiu da vontade de unir mulheres com muito em comum em uma idade maravilhosa que é o pós 30. Quem me conhece já do Avenaa.com sabe que eu estava louca pra fazer 30 anos, fiz em janeiro deste ano (2012), aquariana,queria saber como é esta idade tão enigmática que parece que vamos ficar adultas e responsáveis do dia pra noite, casar, acharmos nosso príncipe encantado, termos filhos e uma carreira sólida.30
Bom, quem já fez 30 sabe que continuamos as mesmas, no meu caso, a mesma moleca e menina de sempre. Talvez isto tenha me feito parar pra pensar se algo estava errado, será? Era pra eu ser mais séria, usar terninho ou mudar o guarda-roupa? Será que era hora de parar de usar gírias, começar um financiamento de um apartamento, já comprei o meu junto com a minha mãe há uns 4 anos com meu dinheiro, mas será que seria hora de morar sozinha, mudar de cidade, morar fora?
Enfim, mil perguntas passam pela nossa cabeça aos 30 anos, como se tivéssemos a obrigação de sabermos todas as respostas, afinal já passamos dos 20, aquela década que é permitido cometer mil erros em nome dos vinte e poucos anos. E é isto mesmo? Balela, vi uma vez uma entrevista com uma antropóloga que dizia que os 30 são o novo 20, que aquela mulher que Balzac tanto enaltecia (por isso a expressão balzaquiana), hoje é uma jovem cheia de sonhos ainda pra realizar, e casamento nem sempre está nas prioridades mais urgentes de toda balzaquiana mas se você faz o tipo da louca pra casar, também não há nada de errado com isso.

Acho que idade é apenas a passagem de tempo, o que fizemos com o nosso tempo é o que dita a experiência real que temos de vida.
Sempre fui muito protegida por uma super mãezona (alô filhas únicas) e pelo meu pai que tem 2 filhos mais velhos e eu fui a caçula temporão preferida por anos. Meu pai economista, rico e ausente que trabalhou com minério e energia morando em várias cidades e por isto compensava sua ausência em presentes e mimos pra mim.
Virei uma adulta mimada? Acho que não, tento não ser, mas em alguns aspectos talvez algumas pessoas achem que sim. Por exemplo, sempre fui encorajada pela minha família a realizar meus sonhos, trabalhar com o que amo, muitos dizem que é porque eu nunca precisei trabalhar, pode ser que sim, mas sempre gostei de fazer coisas criativas, desde criança, nunca quis trabalhar com algo que eu não amasse. Pra mim é obrigação ser feliz no trabalho e não só nos fins de semana. Criar é o meu maior prazer da vida, criar, seja o que for, de palavras, textos, à roupas e artes.

E por isto criei mais este blog, pra compartilhar experiências que vão além da roupa do dia e dicas de moda, (que também adoro e vou continuar sempre com o avenaa.com), mas quero ainda mais, quero compartilhar alma, realizações desejos, dúvidas, experiências, trocarmos figurinhas, nós todas meninas de 30 (ou mais de trinta, ou menos de trinta) e que temos tanto em comum além de 3 décadas! ;)