Sair ou não sair, eis a questão!

A urgência por viver na night, balada, fervo e demais nomenclaturas dadas à arte de sair de casa à noite para beber/paquerar/dançar etc, não é mais prioridade da maioria das mulheres de 30. Falo isto por mim e pelas amigas mais próximas que repetem o mesmo mantra quando chega sexta-feira: “Ah amiga, quero fazer algo light, no máximo ir a um barzinho bater papo, beber um drink e voltar pra casa cedo”. Eu amo ficar em casa vendo filmes no fim de semana, e sim, embora eu seja DJ algumas noites por mês, balada não é meu programa preferido, por isto faço questão de não tocar todo fim de semana e reservo a maioria das minhas noites para mim mesma e para me dedicar ao cinema e leituras.
Acho que quando chegamos aos 30 temos a certeza de que não vamos encontrar nossa alma gêmea na balada (ok, sei que há exceções e já conheci gente legal na night), mas a regra não é essa, ou pelo menos já não procuramos mais que seja. Já não temos esta referência de achar que aproveitar a vida é encher a cara de vodka, beijar o mais gato da festa e chegar em casa com o sol nascendo e o rímel até o queixo. Nossos valores amadurecem, e aproveitar a vida pra gente é dormir bem, estar cercada de amigos de verdade e vermos o sol nascer após uma noite gostosa de conchinha ou espalhada na cama sozinhas e felizes.Urgência. Taí uma palavra que define bem os 20 anos, nos vinte temos urgência pra tudo, tudo é pra ontem, queremos agora e já e parece que o mundo vai acabar se não conseguimos o que queremos logo. Nos trinta, esta urgência dá lugar à paz de espírito, ao saber que tudo tem seu tempo certo de acontecer e que bom que seja assim, pois quando chegar estamos cada vez mais bem preparadas. Sabemos dar valor aos momentos sozinhas e passamos a querer mais e mais estes momentos com nós mesmas. Não que não gostemos de uma baladinha de vez em quando, mas o objetivo é outro, não é por urgência, nem pra encontrar nosso par perfeito, é pelo simples fato de tirarmos uma noite pra dançar, ouvir música, dar risada. Acho que por isso vejo muitas mulheres de 30 curtindo baladas GLS, por saberem que não vão ser importunadas pelos urgentes de 20 que querem beijar na boca acima de tudo.
Eu por exemplo hoje prefiro mil vezes sair pruma balada gay do que pruma balada hétero, e nada tem a ver com opção sexual, é por achar muito mais tranquilo e divertido, mas isto é pra outro post. :)
E vcs, o que gostam de fazer num sábado à noite?

2 respostas em “Sair ou não sair, eis a questão!

  1. Prima, é isso!

    Não existe mais essa pressa desenfreda de sair a qualquer custo!
    Hoje, a gente prioriza mais os nosso momentos… Hoje eu estou namorando, mas isso não significa não curta uma baladinha (de vez em quando), e mesmo quando estava solteira…não existia o desespero de sair desesperadamente pra encontrar uma suposta alma gêmea na primeira noitada que aparecesse…

    É o tal “às vezes menos, é mais…”
    É mais amor próprio, mais conhecimento, mais maturidade, mais aprendizado, mais qualidade desse noso tempo!

    Adorei seu post!

    Bjs, Maitê

  2. Pois é, estou chegando aos 30… Recém saída de uma união estável (vivi com meu namorado por dois anos e desde abril estou solteira) onde fiquei com nosso filho: O Fred. Um gato lindo, branquinho e muito peludo, que dorme agarrado comigo e eu amo de paixão. Já estou nessa fase. Quando eu saio encontro vários caras de 20 e poucos querendo beijar e isso tudo já não me serve mais. Pelo menos não todo fim de semana. Muito mais ficar com Fred, meus livros e a Patti Smith em casa. Ótimo post. Beijos

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